segunda-feira, 3 de setembro de 2018
GARÇA BRANCA PEQUENA
Garça branca pequena Egreta tula, como sua parente maior. A pequena garça, também apresenta uma grande capacidade de adaptação, ocorrendo em todos os biomas brasileiros. Conhecida pelos nomes de garcinha, garça pequena, tem preferência por ambientes aquáticos, e por vezes são encontradas em praias pescando.
GARÇA BRANCA GRANDE
Presente em todos biomas brasileiros a garça branca grande, Ardea alba, muito comum em pantanos, charcos e lagos. Também frequenta espaços urbanos, e já foi vista em rios da metrópole. Alimenta-se de crustáceos e pequenos peixes, roedores, anfíbios como também de lixo. Com grande capacidade de adaptação a ave não se acanha com a presença humana.
sábado, 22 de abril de 2017
ALEXANDRE RODRIGUES FERREIRA, E A VIAGEM FILOSÓFICA AO BRASIL
Nau portuguesa ÁGUIA E CORAÇÃO DE JESUS, aproxima-se da costa nordestina numa missão que levaria 10 anos. Uma tentativa de conhecer o obscuro interior do Brasil. Assim começa a aventura do maior naturalista luso brasileiro. Alexandre Rodrigues Ferreira, baiano, professor e curador do jardim botânico do Museu da Ajuda. Nascido em abril de 1756, Ferreira, tinha por missão conhecer com detalhes regiões de difícil acesso. Em 1792, desembarca no Pará, e percorre enormes extensões da América Portuguesa, da Amazônia ao Pantanal. Tinha um diário, hoje perdido, possivelmente teria similaridade as anotações em outros manuscritos desenvolvidos por ele. Relatos minuciosos das nações indígenas, a natureza, os animais, minérios, etc. Sendo o primeiro a descrever o peixe Pirarucu, dando o nome de Paraensis pirarucu. Era a Viagem Filosófica pelas Capitanias do Pará, Rio Negro, Mato Grosso e Cuiabá.
Gravura feita durante a expedição de Alexandre Rodrigues Ferreira
Peixe Pirarucu, descrito por Alexandre Rodrigues Ferreira, como Paraensis pirarucu. Um dos maiores peixes amazônicos, Pirarucu do Tupi, "peixe urucum vermelho".
sábado, 4 de março de 2017
CAPITÃO COOK E O BRASIL
Dezembro de 1768, a fragata ENDEAVOUR, fundeia na Baía da Guanabara. Mal recebido pelo Conde de Azambuja, o vice rei. Capitão Cook, é visto como um pirata a por em perigo a Frota do Brasil. Mesmo assim a expedição naturalista catalogou a famosa árvore a "primavera"; passou a ser Bougainvillea, em homenagem ao amigo botânico do capitão. Outras curiosidades chamaram muito atenção o "chama maré" um caranguejo do mangue, e o colibri. Assim escreve a expedição de Cook sobre o Rio de Janeiro: "As imediações da cidade que tivemos oportunidade de conhecer são muito agradáveis. Os lugares mais selvagens são cobertos por uma grande quantidade de flores, que, no tocante ao número e à beleza, superam aquelas dos jardins mais elegantes da Inglaterra. Sobre as árvores e arbustos é possível encontrar uma quantidade infinita de pássaros, a maior parte deles coberta com plumagem brilhante. O que mais chamou a nossa atenção foi o colibri". Passado os mal entendidos, a expedição seguiria para o Pacífico.
"primavera", Bougainvillea glabra
"chama maré" Uca sp
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017
CORUJA BURAQUEIRA
Nômade, Athene cunicularia, a coruja buraqueira é uma especialista no controle de pragas urbanas. Baratas, ratos, filhotes de pombas entram para o cardápio. Comum ver bolinhas de pelos regurgitados por elas após as refeições. Se observar bem essas bolhinhas vai ver pequenos ossinhos. Foi descrita pelo abade jesuíta chileno Juan Ignacio Molina, em 1782.
Casal de corujas buraqueiras, e seu ninho escavado no subsolo.
sábado, 26 de novembro de 2016
Uma Corydora do Paleoceno
Fóssil descoberto na Argentina atesta sua presença nos riachos da América do Sul durante o Paleoceno, a 58 milhões de anos. Uma leitura paleo artística da espécie classificada como Corydoras revelatus. Alguns estudos sugerem que sua reprodução era semelhante aos poecilídeos.
domingo, 16 de outubro de 2016
CANINANA, A COBRA TIGRE
Uma das mais belas cobras do Brasil, a caninana, do Tupi; "cabeça em pé". Não é peçonhenta, alimenta-se de aves e pequenos roedores. Quando irritada, incha a cabeça dando a impressão de ser um animal muito perigoso.
A MARIPOSA DE DARWIN
A mariposa "linguaruda" de Darwin, e sua importância na Teoria da Evolução. O naturalista era um grande admirador de orquídeas e mostrava grande interesse por polinizadores e como esses interagiam. Notável observador, baseado nas Teorias de Lamarck tentou entender o abismo evolutivo da mariposa de Madagascar e sua enorme língua, e a flor dependente de forma exclusiva do inseto para sua reprodução. Após receber muitas orquídeas da Ilha africana de Madagascar, deduziu na relação da flor e seu polinizador; a mariposa com sua enorme língua. A teoria demoraria quase 150 anos para ser confirmada.
Xanthopan morganii
Cartas de Charles Darwin
Beagle, fundeado em Niteroi, Brasil. 1832.
domingo, 28 de agosto de 2016
LIBÉLULAS DE MATA ATLÂNTICA
Eficiente predadora, e residente dos ambientes aquáticos a Odonata, vive toda sua vida nesse nicho ecológico. Sempre como uma voraz predadora é uma grande aliada no controle de insetos causadores de doenças em humanos, como a dengue. Pernilongos vetores das espécies, Aedes aegypti e Aedes albopictus, tem suas vidas com horas contadas.
Erythrodiplax abjecta
Micrathyria hesperis
Argia sp.
Erythrodiplax abjecta, outra população
quarta-feira, 24 de agosto de 2016
Austrolebias nigripinnis
América do Sul, detém grande parte da biodiversidade do mundo. Pouco conhecido estão os killifishes, peixes que habitam pântanos e charcos. São constantemente ameaçados pela invasão de seus habitats por ações humanas, na construção de rodovias e expansão imobiliária. É o caso do pequeno rio grandense, um gaúcho corajoso, de belo colorido parecendo um céu estrelado
sábado, 20 de agosto de 2016
MANGUEZAL, O BERÇO MARINHO
Manguezal bioma costeiro que margeia a Mata Atlântica litorânea, suas águas salobras passam por grande variação de salinidade, temperatura em um ciclo regulado pela variação das marés. Muito delicado, o habitat é um berçário para muitas espécies de peixes marinhos. Também vivem crustáceos, répteis aves e mamíferos que encontram proteção e alimento nas florestas de raízes aéreas.
A árvore do mar, o mangue, dá nome ao habitat. São três espécies ocorrentes, o mangue vermelho Rizophora mangle, o mangue branco Laguncularia recemosa, e o mangue preto Avicennia schaueriana.
Está associado a foz dos rios, após descer em gélidas cachoeiras das encostas da Serra do Mar, o rio segue preguiçoso pela planície costeira até chegar ao mar. As raízes aéreas do mangue, são um filtro natural, fornecendo ao mar uma água limpa mas rica em micro detritos que irá alimentar as variadas formas de vida marinha.
Em pouca profundidade, vemos um cardume de alevinos de xaréu, Caranx lugubris. No mar chegam a ter grandes dimensões em enormes cardumes.
Comum são os poecilídeos, Phalloceros caudimaculatus, é guppy selvagem, com o ocelo no flanco.
Tubarões como os cabeça chata, costumam adentrar o mangue e subir o rio para desovar. Filhotes nascidos nos rios são conhecidos como cação banana pelos pescadores.
Guaiamu do Tupi, caranguejo de casco azul. Ocorre em grande quantidade nos manguezais, se alimentam de detritos e folhas dos mangais.
Tainha, ocorre também nos manguezais, um peixe forrageiro para diversas espécies
Conhecido popularmente por "chama maré", devido o hábito de movimentar a pinça maior como se estivesse chamando algo. É uma das "almas"do mangue, consumindo grande quantidade de matéria orgânica chegada dos rios a sua foz. Presos as raízes, os detritos são um banquete para as comunidades que fixam residência em tocas próximas as raízes.
Jacarés do papo amarelo, costumam residir as margens dos manguezais. Ocasionalmente fazem incursões noturnas no mar para caçar.
Ambiente típico de rio chegando ao litoral
quarta-feira, 1 de junho de 2016
terça-feira, 24 de maio de 2016
SABIA LARANJEIRA
Turdus rufiventris, o sabiá laranjeira, do Tupi, "aquele que reza muito". É um dos símbolos do Brasil, uma linda ave, seu canto melodioso agrada uns e irrita outros. Ganhou muitos inimigos na Cidade de São Paulo, por não conseguirem dormir por conta de sua cantoria durante a madrugada. Curioso que por ser uma cidade barulhenta com veículos, buzinas e sirenes, muitos habitantes dessa cidade não suportam os sons da natureza. A melodia é repetitiva, podendo ser escutada a quilômetros de distância. Os sons são copiados pelas suas crias, que ficam ouvindo o dialeto de seus pais.
Outra espécie Mimus saturninus, com conhecido como sabiá branco, ou sabiá do campo.
domingo, 8 de maio de 2016
CARCARÁ
Caracara plancus, Miller, 1777. Ocorre, em áreas abertas, e se adapta as áreas urbanas. Semelhante ao carcará do norte, Caracara cheriway, Jacquin 1784. Sua alimentação é bem variada, desde insetos, répteis, peixes, crustáceos, pequenos roedores e carniça.
segunda-feira, 2 de maio de 2016
Agraulis vanillae
Conhecida como asas de prata, Agraulis vanillae. Encontrada em Mata Atlântica, foi descrita e 1758 por Carl Linnaeus.
quarta-feira, 27 de abril de 2016
LACRAIA
LACRAIA
Um fantástico predador, notável pela sua velocidade e ferocidade. A lacraia um artrópode do gênero Scolopendra, ávido devorador de insetos a doce de chocolate, por aceitar qualquer tipo de alimento o torna muito fácil de criar em cativeiro. O ruim dessa história é sua dolorosa picada e o malabarismo apoiado sobre seus 21 pares de pernas criam movimentos ágeis e imprevisíveis que tornam o"pet" um pesadelo. Sua picada é descrita como aplicar bezetacil com um prego. Ocorre em Mata Atlântica, junto a troncos caídos, folhiços, fendas de rochas e cavernas.
Confundido com a lacraia está o "piolho de cobra", parente na história evolutiva difere por não inocular veneno. Quando molestados, se defendem se enrolando expelindo cianeto.
O surgimento dos artrópodes, remonta o período Cambriano da era Paleozóica. Segundo Adam Sedwick um geólogo inglês do século XIX, foi o início da vida na Terra. A 542 milhões de anos surgiram as Trilobitas os primeiros artrópodes de vida marinha. Algumas espécies apresentam curiosos formatos.
quinta-feira, 3 de março de 2016
AUGUSTE DE SAINT-HILAIRE E SUA VIAGEM AO BRASIL
VIAGEM DO NATURALISTA AUGUSTE DE SAINT-HILAIRE AO BRASIL. 200 ANOS.
Fragata francesa L'HERMIONE, recebida em saudação pela armada de D. João VI, em 30 de maio de 1816. Duque de Luxemburgo em uma missão extraordinária, de obter da Corte do Brasil, a Guiana Francesa conquistada durante as guerras do Império. Acompanhando a missão diplomática estão o Duque de Clarac, talentoso desenhista e arqueólogo amador e o viajante naturalista, o botânico Auguste de Saint-Hilaire em sua primeira viagem ao Brasil. Em seis anos o botânico e naturalista francês percorreu as trilhas do sertão. Percorreu os Estrados de Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Goiás, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Catalogou quatro mil e quinhentas espécies vegetais, e dava muito valor ao conhecimento tradicional no uso de plantas medicinais. As observações sobre o preparo e para que serviam as plantas, ele publica o guia PLANTAS USUAIS DOS BRASILEIROS. impressionava o naturalista, o desprezo dos brasileiros pelas matas, as queimadas e a procura doentia pelo ouro. O povo não dava nenhum valor a riqueza natural de seu País.
Jurubeba, do Tupi"espinheira amarga", é usada na medicina tradicional brasileira. Fragata francesa L'HERMIONE, recebida em saudação pela armada de D. João VI, em 30 de maio de 1816. Duque de Luxemburgo em uma missão extraordinária, de obter da Corte do Brasil, a Guiana Francesa conquistada durante as guerras do Império. Acompanhando a missão diplomática estão o Duque de Clarac, talentoso desenhista e arqueólogo amador e o viajante naturalista, o botânico Auguste de Saint-Hilaire em sua primeira viagem ao Brasil. Em seis anos o botânico e naturalista francês percorreu as trilhas do sertão. Percorreu os Estrados de Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Goiás, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Catalogou quatro mil e quinhentas espécies vegetais, e dava muito valor ao conhecimento tradicional no uso de plantas medicinais. As observações sobre o preparo e para que serviam as plantas, ele publica o guia PLANTAS USUAIS DOS BRASILEIROS. impressionava o naturalista, o desprezo dos brasileiros pelas matas, as queimadas e a procura doentia pelo ouro. O povo não dava nenhum valor a riqueza natural de seu País.
Fragata L'HERMIONE, em recepção pela esquadra de D.João VI, no Rio de Janeiro, em 1816.
Saint-Hilaire, descreveu inúmeras espécies da flora brasileira, muitas de uso medicinal como a Jurubeba acima. Usando a Estrada Real, pode observar os biomas Cerrado e Mata Atlântica, as observações das populações, ambientes e natureza criaram um vasto material escrito e a descoberta de sete mil espécies vegetais.
Página do caderno de campo de Saint-Hilaire.
Caminhos seguindo a ER, Estrada Real, ajudaram o naturalista a conhecer o interior do Brasil.
Trilhas pelo bioma Cerrado, dá para imaginar as dificuldades de um viajante no século XIX.
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