quarta-feira, 27 de abril de 2016

LACRAIA

LACRAIA


Um fantástico predador, notável pela sua velocidade e ferocidade. A lacraia um artrópode do gênero Scolopendra, ávido devorador de insetos a doce de chocolate, por aceitar qualquer tipo de alimento o torna muito fácil de criar em cativeiro. O ruim dessa história é sua dolorosa picada e o malabarismo apoiado sobre seus 21 pares de pernas criam movimentos ágeis e imprevisíveis que tornam o"pet" um pesadelo. Sua picada é descrita como aplicar bezetacil com um prego. Ocorre em Mata Atlântica, junto a troncos caídos, folhiços, fendas de rochas e cavernas. 










Confundido com a lacraia está o "piolho de cobra", parente na história evolutiva difere por não inocular veneno. Quando molestados, se defendem se enrolando expelindo cianeto.




O surgimento dos artrópodes, remonta o período Cambriano da era Paleozóica. Segundo Adam Sedwick um geólogo inglês do século XIX, foi o início da vida na Terra. A 542 milhões de anos surgiram as Trilobitas os primeiros artrópodes de vida marinha. Algumas espécies apresentam curiosos formatos.








quinta-feira, 3 de março de 2016

AUGUSTE DE SAINT-HILAIRE E SUA VIAGEM AO BRASIL


VIAGEM DO NATURALISTA AUGUSTE DE SAINT-HILAIRE AO BRASIL. 200 ANOS.
Fragata francesa L'HERMIONE, recebida em saudação pela armada de D. João VI, em 30 de maio de 1816. Duque de Luxemburgo em uma missão extraordinária, de obter da Corte do Brasil, a Guiana Francesa conquistada durante as guerras do Império. Acompanhando a missão diplomática estão o Duque de Clarac, talentoso desenhista e arqueólogo amador e o viajante naturalista, o botânico Auguste de Saint-Hilaire em sua primeira viagem ao Brasil. Em seis anos o botânico e naturalista francês percorreu as trilhas do sertão. Percorreu os Estrados de Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Goiás, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Catalogou quatro mil e quinhentas espécies vegetais, e dava muito valor ao conhecimento tradicional no uso de plantas medicinais. As observações sobre o preparo e para que serviam as plantas, ele publica o guia PLANTAS USUAIS DOS BRASILEIROS. impressionava o naturalista, o desprezo dos brasileiros pelas matas, as queimadas e a procura doentia pelo ouro. O povo não dava nenhum valor a riqueza natural de seu País.
Fragata L'HERMIONE, em recepção pela esquadra de D.João VI, no Rio de Janeiro, em 1816.


Jurubeba, do Tupi"espinheira amarga", é usada na medicina tradicional brasileira.  


Saint-Hilaire, descreveu inúmeras espécies da flora brasileira, muitas de uso medicinal como a Jurubeba acima. Usando a Estrada Real, pode observar os biomas Cerrado e Mata Atlântica, as observações das populações, ambientes e natureza criaram um vasto material escrito e a descoberta de sete mil espécies vegetais.

Página do caderno de campo de Saint-Hilaire. 

Caminhos seguindo a ER, Estrada Real, ajudaram o naturalista a conhecer o interior do Brasil.

Trilhas pelo bioma Cerrado, dá para imaginar as dificuldades de um viajante no século XIX.

sábado, 5 de dezembro de 2015

VIAGEM AO BRASIL, 200 ANOS - MAXIMILLIAN WIED-NEUWIED

VIAGEM AO BRASIL, 200 anos. Abordo da fragata inglesa JANUS, Maximillian Wied-Neuwied, em viagem ao Rio de Janeiro em 1815. Descreve o porto da cidade carioca, como o mais belo e seguro do Novo Mundo. Ótimo escritor e talentoso desenhista, o principe naturalista prussiano, publica entre 1820 e 1821 seu célebre livro"VIAGEM AO BRASIL". Discípulo do antropólogo e zoologista Johann Friedrich Blumenbach, procurava ser escrupuloso em suas observações e imparcial em seus julgamentos. Acompanhado pelos naturalistas Friedrich e Sellow, fizeram minunciosas observações sobre a avifauna e flora da Mata Atlântica carioca e capixaba. No decorrer da viagem um forte amizade com um filho da terra, o jovem índio Queck, ajudou em muito os naturalistas em suas observações nos sertões de Minas e Bahia. A convivencia com índios, Puris, Pataxós e Botocudos, favoreceu os trabalhos de Maximillian Wied. Suas observações foram pioneiras na etnologia indígena brasileira.

sábado, 2 de maio de 2015

EXPEDIÇÃO LANGSDORFF, 1803

Expedição Langsdorff chegou a Ilha de Santa Catarina, na semana do natal, 20 de dezembro de 1803.  A expedição de circunavegação russa, composta pelos navios NADEZHDA e NEVA são recebidos pela Fortaleza Santa Cruz. E passam pelos canhões com a permissão de reparar as avarias e abastecimento de água. A boa fluência no português, ajudou muito o naturalista na coleta de espécies da fauna e flora. Após deixar Santa Catarina em 1804, Langsdorff apaixonado pelo Brasil, escreveu: "assim tivemos que deixar o mais belo e rico país da terra. A lembrança de minha estada no Brasil, permanecerá em minha mente por toda a minha vida". 



sábado, 25 de abril de 2015

CAPIVARA, O MAIOR ROEDOR DO MUNDO

Hydrochoerus hydrochaeris, Linnaeus, 1766. Do Tupi, capivara "comedor de capim", é o maior roedor do mundo. Ocorre em banhados, lagoas e rios. Até em áreas urbanas banhadas pelo rio Tietê, já viram a capivara.






A espécie é predada por onças, sucuris e jacarés.(Lagoa Santa, MG)


Caiman latirostris, Daudin 1802. O jacaré papo amarelo, abundante no pantanal e ocorrente em rios litorâneos e manguezais.( "Jack" do Zoo de Mongaguá)



Com quatro espécies ocorrentes na América do Sul, a sucuri, é uma enorme e perigosa cobra que vive em banhados, pântanos e rios. Eunectes murinus, Linnaeus 1758.(Instituto Butantã, SP)

Panthera onca, Linnaeus, 1758. E o terceiro maior felino do planeta. E a mordida mais forte das Américas.

sábado, 11 de abril de 2015

LAVADEIRAS



Fluvicola negenta, Linnaeus 1766.  Lvadeira mascarada,  ave muito graciosa que habita locais úmidos, a procura de insetos, como beira de rios, lagoas e também a beira da praia. A primeira vez que vi, pensei que era um pedaço de plástico voando, tamanha são suas cores vivas. (Peruíbe)


Arundinicola leucocephala, Linnaeus,1764. Lavadeira de cabeça branca.(Peruíbe)


Grupo de fêmeas de lavadeiras da cabeça branca (Peruíbe)

quinta-feira, 2 de abril de 2015

TIGRES D'ÁGUA

Tartarugas aquáticas conhecidas como" tigres d'água", "tartaruga verde",  Trachemys dorbigni, ocorre na América do Sul,  no Brasil, nos banhados do Taim no Rio Grande do Sul, vivendo também em lagos, riachos e rios. Também Uruguai e Argentina. E uma subespécie a Trachemys scripta elegans, ocorre na América do Norte, nos banhados da Flórida, os Everglades. Conhecida como "tartaruga de orelhas vermelhas". Muitos confundem as tartarugas achando que são da mesma espécie, não olhando a diferença de cores existentes em suas cabeças.



Trachemys dorbigni, Duméril & Bibron, 1835 , "tigre d'água" sul americano.(Zoo Mongaguá)



Trachemys scripta elegans, Wied-Neuwied, 1839, "tigre d'água" norte americano.
(Zoo Mongaguá)

(Orquidário de Santos)